quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Frenesi



A trama de Frenesi é simples: um estrangulador de mulheres está solto em Londres. A polícia começa a investigar o caso e, pra variar, o principal suspeito do assassinato é assim considerado por estar no lugar errado, na hora errada. Richard (John Finch) precisa lutar para provar a inocência e acaba se envolvendo mais do que deveria no caso. O roteiro não é nada original. É até estranho imaginar que um diretor que já fez Um Corpo Que Cai e Psicose possa ter se dedicado a uma trama nada inovadora.

O que é mais curioso no filme, é que Frenesi foi a penúltima produção de Hitchcock e o filme que marcou a volta do diretor à Inglaterra. Porém, ao contrário do que poderia ser esperado, Frenesi não une as melhores características do diretor, apesar de apresentar muitas delas. Hitchcock continua utilizando os grandes planos-sequência, assim como em Festim Diabólico e usa e abusa das reviravoltas - o que nos dá alguma esperança de que o roteiro vai melhorar. Não há também aqueles personagens tão fortes, complexos e marcantes como Norman Bates de Psicose.

Frenesi não é o pior filme do mestre do suspense, mas também não está perto dos melhores. Os pontos positivos de Frenesi é a maneira quase única com que Hitchcock faz que o espectador se sinta participante da trama; algumas vezes ele deixa de mostrar algumas cenas, para que a platéia tenha a impressão de estar vendo tudo ao vivo. Ele sabe dosar o que vai mostrar na tela.

Frenesi é o tipo de filme que poderia ter alguns minutos a menos que tudo ficaria bem. Não faria falta no entendimento da história. Até porque os momentos mais gloriosos são os de assassinato, fora isso, resta ao espectador esperar mais momentos de suspense.

Talvez para alguém que esteja assistindo pela primeira vez um filme de Hitchcock, Frenesi não pareça assim tão inferior. Mas depois de ver Um Corpo Que Cai, Intriga Internacional, Festim Diabólico etc. Frenesi adquire o tom de mais um filme policial.

Ficha Técnica:

Frenesi (Frenzy)
Inglaterra - 1972
Direção: Alfred Hitchcock
Produção: Alfred Hitchcock
Roteiro: Anthony Shaffer
Trilha Sonora: Ron Goodwin
Elenco: John Finch, Alec McCowen, Barry Foster, Billie Withelaw, Ann Massey, Barbara Leigh-Hunt, Bernanrd Cribbins, Vivien Merchant, Michael Bates, Jean Marsh, Clive Swift, John Boxer, Madge Ryan, Elsie Randolph
Duração: 116 minutos

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Os Dez Mandamentos



Os Dez Mandamentos é baseado na história Bíblica de Moisés, O Príncipe do Egito. O Faraó Ramses I manda matar todas as crianças do Egito, quando fica sabendo que uma delas seria a libertadora dos escravos. No entanto, Yochabel (mãe de Moisés) consegue salver seu filho, abandonando-o dentro de uma cesta no Rio Nilo. O bebê é encontrado por Bithiah, filha do faraó, e Moisés acaba sendo criado como um príncipe. Já adulto, Moisés descobre sua verdadeira origem e dedica-se a libertar os escravos do Egito.

Os Dez Mandamentos talvez tenha sido a maior aventura de Cecil B. DeMille - o que não significa que seja seu melhor filme. Mas a visão que o diretor tem de Moisés é curiosa. Diferente do que é encontrado nos filmes bíblicos, o Moisés de Os Dez Mandamentos (Charlton Heston) é um super galã. O começo do envolvimento dele com Nefertiti, personagem de Anne Bexter, é extremamente sensual; o Príncipe do Egito quase não consegue resistir aos seus encantos. Moisés aparece como um homem comum, que possui sonhos, fraquezas e, sobretudo, desejos. E é uma das primeiras vezes que uma orgia é retratada em um filme bíblico - respeitando o assunto e a época, é claro.

Tudo em Os Dez Mandamentos é grandioso. Os figurinos são extremamente detalhados, os cenários são imensos e os figurantes são milhares, além dos efeitos especiais que foram inovadores para a época (principalmente na cena em que Moisés abre o mar ao meio). E as atuações, com todos os olhos voltados para Charlton Heston e não por acaso: Moisés foi uma das melhores atuações da carreira do ator.

Cecil B. DeMille já havia filmado Os Dez Mandamentos em 1923, mas em 1956 ele refilmou a obra usando os recursos do Technicolor. Com a refilmagem o diretor estabeleceu um parâmetro por meio do qual a qualidade das futuras produções bíblicas e épicas seriam medidas.

Os Dez Mandamentos é um retrato de DeMille do mundo nos anos 50, em meio à Guerra Fria. Quando o diretor vai apresentar o filme, fazer uma sinopse é menos importante que enfatizar e implantar a dúvida se "o homem deve ser governado pelas leis de Deus ou pelos caprichos de um ditador como Ramsés". Nesse momento ele, claramente, tem a intenção de comparar o Faraó com o chinês Mao Tse-Tung.

DeMille faz com que as quase 4 horas de filme não passem arrastando; o que é muito mais um mérito seu do que da própria história de Moisés. O diretor usa elementos que na época nunca haviam sido utilizados e até hoje, 50 anos depois, a exuberância de Os Dez Mandamentos ainda não foi completamente superada.



Ficha Técnica:
Os Dez Mandamentos (The Ten Commandments)
Estados Unidos - 1956
Direção: Cecil B. DeMille
Produção: Cecil B. DeMille
Roteiro: Eneas McKenzie, Jesse Lasky Jr., Jack Gariss e Fredric M. Frank, baseado nos livros de J.H. Ingraham, A.E. Southom e Dorothy Clarke Wilson
Trilha Sonora: Elmer Bernstein
Elenco: Charlton Heston, Yul Bryner, Anne Bexter, Edward G. Robinson, Yvone De Carlo, Debra Paget, John Derek, Sir Cedric Hardwicke, Nina Foch, Martha Scott, Judilh Anderson, Vincent Price, John Carradine
Duração: 222 minutos

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

O Grande Motim



O Grande Motim foi o vencedor do Oscar de 1935 e o único filme da história em que os três atores principais foram indicados ao Oscar nessa categoria; apesar de nenhum deles ter levado a estatueta. O Grande Motim é um dos melhores filmes de aventura marítima já feitos e uma aula de técnica para os filmes recentes; a maior parte da trama se desenrola no mar, e isso nos anos 30.

Charles Laughton é o Capitão William Bligh, o grande vilão do filme e um dos melhores personagens malvados da história. Ele é, praticamente, o responsável pelos maus tratos à tripulação do navio que comanda. Enquanto a tripulação buscava mudas de fruta-pão no Taiti, o Capitão tratava todos com severidade e conseguia o que queria sendo corrupto. William Bligh não perdoava nem os mortos. Para sair da situação de desespero em que se encontravam, a tripulação arma um enorme motim para destituir o Capitão do cargo. A revolução marítima é liderada por Fletcher Christian, interpretado por Clark Gable. Gable reúne todas as características de um herói: tem carisma, boa vontade e um enorme senso de justiça.

Além dos personagens principais muito marcantes, outro aspecto interessante do filme são os personagens coadjuvantes - eles conferem ao filme, em vários momentos, tons de comédia - existe um marujo bêbado, o desespero dos tripulantes quando encontram mulheres e um grande romance. A trilha sonora também não deixa a desejar: Herbert Stothart compôs o típico estilo de músicas de filmes de marujos: aquele tom marcante e imponente.

O Grande Motim reúne grandes atuações e é um belo representante da época de ouro dos filmes de Hollywood. Apesar de todos os pontos positivos, o filme peca em um aspecto: o motim - principal momento do filme que é composto por três atos; a viagem ao Taiti, a estadia e a volta à Inglaterra - demora bastante para ocorrer. A qualquer momento o espectador tem a impressão de que os marujos vão se rebelar. Mas o grande momento só acontece na viagem de retorno à Inglaterra. Assim como é bom para ilustrar a realidade dos marujos, o filme poderia ter alguns minutos a menos se as ações fossem um pouco mais aceleradas. Para aqueles que gostam do gênero capa e espada marítimos, O Grande Motim é um filme necessário.


Ficha Técnica:
O Grande Motim (Mutiny of the Bounty)
Estados Unidos - 1935
Direção: Frank Lloyd
Produção: Irving Thalberg, Frank Lloyd.
Roteiro: Talbot Jennings, Jules Furthman, Carey Wilson
Trilha Sonora: Herbert Stothart
Elenco: Clark Gable, Charles Laughton, Franchot Tone, Dudley Digges, Herbert Mundin, Donald Crisp, Eddie Quillan, Movita, Henry Stephenson, Francis Lister, Spring Byington, Ian Wolfe.
Duração: 132 minutos

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Johnny Vai à Guerra



Perseguido pelo macarthismo, Dalton Trumbo deixou como única obra o filme Johnny Vai à Guerra. Apesar de se passar na Primeira Guerra Mundial, o filme é uma crítica a todas as guerras que aconteceram e que viriam a acontecer. Para narrar a clausura dos soldados, o diretor usa o preto e branco, e para relembrar a vida que eles tinham antes das batalhas, ele usa tons pastéis de colorido.

Johnny, um soldado ferido na Guerra, vai para um hospital e descobre que perdeu braços, pernas, visão e audição. Basicamente, o filme retrata o desespero de uma pessoa que descobre que não pode se ajudar, que depende dos outros para continuar vivo. Vários personagens passam pela vida do soldado, mas ninguém consegue compreender sua dor, para eles, Johnny é apenas mais uma vítima da guerra; ele passa a ser uma pessoa sem passado, sem futuro e sem presente. A única pessoa que se sensibiliza com a situação é uma enfermeira, que passa a ser a voz e os olhos do soldado.

Durante o filme, o que sabemos do desespero de Johnny são suas reflexões; o filme é basicamente todo narrado em off por ele, já que o personagem não pode mais falar. A situação em que ele se encontra é desesperadora. Para mostrar o que pensa, Johnny tenta usar o código morse, já que percebe que os médicos que deveriam tomar conta dele, pensam apenas em como vão se livrar de um "inútil". Nesse momento o diretor debate a eutanásia.

Dalton Trumbo conseguiu passar a aflição de um personagem para os telespectadores, que acabam se sentindo tão impotentes quanto ele. Além do uso das cores, outra escolha sábia do diretor foi optar por não usar cenas de batalhas no filme; o sofrimento do personagem principal é tão forte, que nem sente-se falta das cenas de guerra.

Talvez ao lado de Doutor Fantástico, Johnny Vai à Guerra seja um dos melhores filmes anti-bélicos já feitos. Enquanto um usa o humor para retratar um cenário louco de estratégias, Johnny Vai à Guerra usa o drama e a comoção para fazer com que as pessoas reflitam se batalhas são realmente necessárias e o que acontece com os jovens que precisam enfrentá-las.

O slogan "Johnny Got His Gun", nome original do filme, era o lema do governo para fazer com que os jovens se alistassem. Dalton Trumbo primeiramente escreveu o livro Johnny Vai à Guerra e só então ele foi transformado em filme, que, inicialmente, seria dirigido por Luis Buñuel. Como Trumbo e Buñuel não conseguiram financiamento para a obra, o diretor espanhol abandonou o projeto. Mas Trumbo nunca esqueceu a ideia do filme: ele reescreveu o texto várias vezes e passou muito tempo tentando conseguir alguém para bancar sua obra. A insistência do diretor valeu à pena: é quase impossível manter o mesmo olhar sobre a guerra, depois que assistimos a esse filme.

Johnny Vai à Guerra (Johnny Got His Gun)
Estados Unidos - 1971
Direção: Dalton Trumbo
Roteiro: Dalton Trumbo
Trilha Sonora: Jerry Fielding
Elenco: Timothy Bottoms, Kathy Fields, Marsha Hunt, Jason Robards, Donald Sutherland, Diane Varsi, Milton Barnes, Donald Barry, Craig Bovia, Peter Brocco, Judy Howard Chaikin, Eric Christmas, Kendell Clarke, Maurice Dallimore, Robert Easton
Duração: 111 minutos

sábado, 18 de setembro de 2010

Era Uma Vez na América



Era Uma Vez na América foi o último filme de Sergio Leone. Ironicamente, o diretor que ficou famoso pelos westerns spaghetti, com locações amplas e espaços abertos no deserto, teve como cenário de sua última produção a Nova York na época da Lei Seca. Com quase quatro horas de filme, o roteiro explora a trajetória de vida de dois parceiros de crime: o calado Noodles (Robert De Niro) e o explosivo Max (James Woods). O filme mostra os dois personagens nos vários momentos da vida, de 1921 até 1968. Com temperamentos tão díspares fica claro que os dois terão uma série de desentendimentos ao longo da vida, mas o que importa em Era Uma Vez na América é a construção dessa realidade.

Mesmo fora dos grandes desertos dos westerns, Sergio Leone continua mantendo as principais características de seus filmes: o valor da imagem sobre o poder dos diálogos (não que estes não sejam importantes, mas o diretor consegue transmitir todos os pensamentos dos personagens nos enquadramentos),a grande quantidade de planos-detalhe (close em um objeto isolado) e closes no rosto e olhos dos atores.

Apesar de ter todos os elementos dos filmes de gangster (família, drogas, poder, sexo, relacionamentos fadados ao fracasso etc), Era Uma Vez na América não é, nem de longe um clichê: ele retrata toda a podridão e o desespero de uma sociedade falida e sem escrúpulos. Na verdade, os personagens de Era Uma Vez na América podem ser considerados retratos de tipos da época da Grande Depressão Americana.

E os tipos que Robert De Niro e James Woods retratam estão muito bem representados. De Niro foge do estereótipo de "esquentado" e explosivo que o consagrou em parcerias com Martin Scorsese, em filmes como: Caminhos Perigosos e Touro Indomável. Seu personagem controlado e até racional é tão bom quanto sua versão impaciente.

Era Uma Vez na América é um ótimo filme, de um excelente diretor. Sergio Leone conseguiu encerrar sua grande carreira em alto nível, mostrando todas as suas características e extraindo dos atores excelentes atuações.

Era Uma Vez na América (Once Upon a Time in America)
Itália/Estados Unidos - 1984
Direção: Sergio Leone
Produção: Arnon Milchan
Roteiro: Leonardo Benvenuti, Piero De Bernardi, Enrico Medioli, Franco Arcali, Franco Ferrini, Sergio Leone, Ernesto Gastaldi, baseado no livro The Hoods, de Harry Grey
Fotografia: Tonino Delli Colli
Música: Ennio Morricone
Elenco: Robert De Niro, James Woods, Elizabeth McGovern, Treat Williams, Tuesday Weld, Joe Pesci, Burt Young, Danny Aiello, William Forsythe, James Hayden, Darlanne Fluegel, Larry Rapp, Dutch Miller, Robert Harper, Richard Bright.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Todo Mundo Quase Morto



Todo Mundo Quase Morto (Shaun of the Dead)
Inglaterra - 2004
Direção: Edgar Wright
Roteiro: Simon Pegg, Edgar Wright
Elenco: Simon Pegg, Kate Ashfield, Nick Frost, Lucy Davis, Dylan Moran, Nicola Cunningham, Peter Serafinowicz.
Duração: 99 minutos


Todo Mundo Quase Morto gerou algumas dúvidas em debates sobre o filme: seria uma comédia de humor negro ou uma sátira aos incontáveis filmes de zumbis já feitos? Ou simplesmente pode-se dizer que é uma sátira aos temas de zumbi com bastante humor negro (que é a principal características das comédias atuais).

Shaun (Simon Pegg) é um típico inglês fracassado, vendedor em uma loja de eletrodomésticos, que divide um apartamento imundo com Ed (Nick Frost) e tem uma namorada que implora por atenção (Kate Ashfield). Quando Shaun percebe que precisa melhorar de vida, descobre que Londres está sendo transformada em uma cidade zumbi.

O filme abusa dos elementos clássicos dos filmes trash de horror, por exemplo, as armas usadas para combater os mortos-vivos, as situações desesperadoras que o herói coloca os demais personagens na tentativa de salvá-los, o uso de estereótipos da sociedade etc. À medida em que Shaun tenta salvar a namorada e a mãe, um grupo de amigos também se junta à procura de proteção.

Todo Mundo Quase Morto é, como a maioria das comédias comerciais atuais, bastante previsível e acelerada: todo instante acontece alguma coisa. Mas no geral, tem algumas cenas engraçadas e bastante características do gênero comédia e zumbi. E ainda fica a dúvida do porquê ter sido escolhido como um dos melhores filmes da década.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Capitão Blood



Capitão Blood (Captain Blood)
Estados Unidos - 1935
Direção: Michael Curtiz
Elenco: Elenco: Errol Flynn, Olivia de Havilland, Lionel Atwill, Basil Rathbone, Ross Alexander, Guy Kibbee, Henry Stephenson, Robert Barrat, Hobart Cavanaugh, Donald Meek, Jessie Ralph, Forrester Harvey, Frank McGlynn Sr., Holmes Herbert, David Torrence.
Duração: 119 min

Na Inglaterra do século 17, o doutor Peter Blood (Errol Flynn) socorre um soldado rebelde ferido e por isso é preso pro traição e condenado à morte. Mas, ao invés disso, embarca para a Jamaica para ser vendido como escravo. Lá, é comprado por Arabella Bishop (Olivia de Havilland) e trabalha na plantação de sua família. Mas quando um ataque de piratas ataca a Jamaica, Blood aproveita a chance para fugir com seus amigos e formar a tripulação "Piratas do Caribe".

Capitão Blood foi o filme que alavancou a carreira de Errol Flynn em Hollywood. E o primeiro de uma série de filmes tipo "capa e espada" de sua carreira. Além de ter uma atuação muito divertida, após esse filme, o ator ainda foi considerado como um dos mais bonitos da época; fator que era sempre bastante explorado em todos os seus filmes.

Este foi o primeiro filme de longas parcerias, como a do diretor Michael Curtiz (Casablanca) e Olivia de Havilland (As Aventuras de Robin Hood) junto com Errol Flynn. Curtiz conseguiu inserir em Capitão Blood todas as características que um filme capa e espada precisam ter: confrontos no mar, uma mocinha apaixonada e em perigo, um herói vibrante e corajoso, muitos equívocos e brilhantes golpes de espadas.

Capitão Blood pode não ser um daqueles filmes inesquecíveis, mas marca a ascensão de um ator muito importante para o período clássico de Hollywood, mostra também a evolução do diretor Michael Curtiz; que tem como ponto alto da carreira o filme Casablanca e traduz exatamente as características do estilo de filme "capa e espada".